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Eleições presidências de 2010 segundo a revista Veja

Bolsista: Fernanda Cristina dos Santos
Orientador: Prof. Dr. Sérsi Bardari
Área do conhecimento: Ciências Humanas / Jornalismo e editoração

RESUMO

[INTRODUÇÃO] Segundo Marília Scalzo (2006:19), “o bom jornalismo é sempre tecnicamente bem feito – e o jornalismo tecnicamente bem feito tende a ser um jornalismo necessariamente ético. Para garantir ao leitor que informações veiculadas sejam objetivas e independentes de interesses comerciais, governamentais, partidários, religiosos”. Tendo em vista esse princípio, analisou-se a cobertura jornalística da revista Veja durante o período de campanha presidencial de 2010, em especial das candidaturas de Dilma Rousseff (PT) e de José Serra (PSDB), para identificar o posicionamento ideológico do veículo e os recursos de linguagem utilizados. [METODOLOGIA] Fez parte do estudo 31 exemplares, sendo 30 edições semanais, mais uma especial sobre a vitória, no período de 21 de abril a 10 de novembro de 2010, que foram analisadas com o auxílio teórico da Análise de Discurso. [RESULTADO/DISCUSSÃO] Observou-se que a revista Veja tende a se posicionar negativamente com relação ao Partido dos Trabalhadores (PT), aproveitando todas as oportunidades para expor erros e falhas do partido, da candidata e de seus aliados. A publicação desfavorece Dilma Rousseff por meio de textos opinativos negativos com relação as suas atitudes, projetos, campanha e passado político. [CONCLUSÃO] Foi observado que, na maior parte dos textos publicados nas 31 edições analisadas, a revista se posicionou contra a candidata do PT, Dilma Rousseff, publicando reportagens ideologicamente contrárias à candidata e ao partido. Conclui-se que a revista tem um posicionamento pró Serra, uma vez que cita o PSDB para glorificar suas ideias e seu candidato.

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BAIXAR / IMPRIMIR: SANTOS, Fernanda Cristina dos – Eleições presidenciais 2010 segundo a revista Veja

A saída de Marina Silva do Ministério do Meio Ambiente: o que a imprensa investigou

Bolsista: Fernando Bocalari (Curso: Jornalismo).
Área de conhecimento: Ciências Humanas.
Orientador: Prof. Dr Sérsi Bardari.

RESUMO

[INTRODUÇÃO] O jornalismo investigativo demanda tempo e apuração minuciosa dos fatos. Com a diminuição dos jornalistas nas redações informatizadas e a velocidade das informações, cada vez se apura menos os fatos e também as fontes. Isso resulta diversas vezes em informações inverídicas, parciais e que, não raras vezes, servem apenas para divulgar interesses e opiniões de determinados grupos. [METODOLOGIA] Foram analisados os fatos sobre o pedido de demissão de Marina Silva publicados nas revistas Época, Isto É e Veja. Para isso, foram desenvolvidos alguns critérios de análise: efeito de objetividade do texto, origem das fontes, apuração das declarações, coerência das informações, contexto histórico, político e social. [RESULTADO/DISCUSSÃO] Cada revista priorizou lados diferentes do fatos, o que se pode notar já pelo título e também no decorrer do texto. A revista Época, com o título “De Ipanema para a floresta”, prioriza a posse do novo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, que mora em Ipanema, no Rio de Janeiro. Desse modo, a revista ignora a conturbada saída de Marina. No título da Isto É – “Marina fica sem Ambiente” –, a revista prioriza a saída de Marina, além de construir um sentido ambíguo, por meio da utilização da palavra “ambiente”. Um dos significados sugeridos é meramente informativo, relacionado com a própria saída de Marina Silva do Ministério do Meio Ambiente. O segundo aproxima-se da ideia de animosidade do governo para com a ex-ministra. A revista Veja, com o título “O desafio da economia verde”, demonstra posicionamento desfavorável à Marina Silva e também a Carlos Minc. [CONCLUSÃO] A revista Isto É parece ser incoerente em suas conclusões. Apresenta diversas ideias favoráveis à Marina, e finaliza a reportagem com uma declaração de seis linhas cujo sentido se contrapõe ao que foi dito anteriormente. A revista Veja critica arduamente o governo, mas as ideias apresentadas ao longo da matéria e a conclusão da reportagem apresentam muitas afirmações sem justificativas plausíveis. Finalmente, a revista Época é a mais lógica e imparcial. Porém, deu foco muito maior à entrada do novo ministro do que à saída da ministra anterior. [AGRADECIMENTOS] Agradeço ao meu orientador, Sérsi Bardari, à Universidade de Mogi das Cruzes e a todos os profissionais de comunicação consultados para a realização desta pesquisa.

Veja relatório completo no link abaixo.
BAIXAR / IMPRIMIR: BOCALARI, Fernando – A saída de Marina Silva do Ministério do Meio Ambiente – o que a imprensa investigou