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O papel do jornalista investigativo versus ética profissional

Bolsista: Géssica Brandino Gonçalves (Curso: Jornalismo).
Orientador: Prof. Dr. Sérsi Bardari.
Área do Conhecimento: Ciências Humanas.

RESUMO

[INTRODUÇÃO] O olhar crítico sobre a realidade e a denúncia de irregularidades na garantia dos direitos da população só são possíveis mediante provas concretas, obtidas por meio do trabalho de investigação. A proposta desta pesquisa é abordar o papel desempenhado pelo jornalista como investigador na sociedade, seus métodos e limites, a partir do estudo de dois casos específicos: a morte do jornalista Tim Lopes e a reportagem do jornal Folha de S. Paulo “Dantas é alvo de outra investigação da PF”, da jornalista Andréa Michael, que antecipou dados da operação Satiagraha, abordando dilemas éticos com os quais o profissional se depara. [METODOLOGIA] Esta pesquisa caracteriza-se como estudo de caso. O estudo foi realizado por meio da atuação dos jornalistas Tim Lopes e Andréa Michael na cobertura dos fatos mencionados. [RESULTADOS/DISCUSSÃO] A maioria dos crimes contra jornalistas permanece sem solução. Tim Lopes era experiente, mas subestimou o risco que corria. A morte de Tim gerou o debate sobre métodos e medidas de segurança utilizadas pelo jornalista investigativo. Já nas altas esferas de poder, o repórter pode ser corrompido pela fonte, além de estar sob risco de interferência da empresa jornalística para a qual atua. A matéria “Dantas é alvo de outra investigação da PF”, embora exclusiva, foi publicada sem chamada na 1° página. A reportagem foi publicada após a venda da Brasil Telecom e prejudicou apenas a Polícia Federal. [CONCLUSÕES] O jornalismo investigativo, quando realizado dentro de bases éticas, contribui tanto para a sociedade como para a empresa, dando-lhes credibilidade, mas é preciso ressaltar que “a denúncia de um ato criminoso não justifica a prática criminosa” e que uma matéria não pode valer uma vida.

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BAIXAR / IMPRIMIR: GONÇALVES, Géssica Brandino – O papel do jornalista investigativo versus ética profissional

A saída de Marina Silva do Ministério do Meio Ambiente: o que a imprensa investigou

Bolsista: Fernando Bocalari (Curso: Jornalismo).
Área de conhecimento: Ciências Humanas.
Orientador: Prof. Dr Sérsi Bardari.

RESUMO

[INTRODUÇÃO] O jornalismo investigativo demanda tempo e apuração minuciosa dos fatos. Com a diminuição dos jornalistas nas redações informatizadas e a velocidade das informações, cada vez se apura menos os fatos e também as fontes. Isso resulta diversas vezes em informações inverídicas, parciais e que, não raras vezes, servem apenas para divulgar interesses e opiniões de determinados grupos. [METODOLOGIA] Foram analisados os fatos sobre o pedido de demissão de Marina Silva publicados nas revistas Época, Isto É e Veja. Para isso, foram desenvolvidos alguns critérios de análise: efeito de objetividade do texto, origem das fontes, apuração das declarações, coerência das informações, contexto histórico, político e social. [RESULTADO/DISCUSSÃO] Cada revista priorizou lados diferentes do fatos, o que se pode notar já pelo título e também no decorrer do texto. A revista Época, com o título “De Ipanema para a floresta”, prioriza a posse do novo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, que mora em Ipanema, no Rio de Janeiro. Desse modo, a revista ignora a conturbada saída de Marina. No título da Isto É – “Marina fica sem Ambiente” –, a revista prioriza a saída de Marina, além de construir um sentido ambíguo, por meio da utilização da palavra “ambiente”. Um dos significados sugeridos é meramente informativo, relacionado com a própria saída de Marina Silva do Ministério do Meio Ambiente. O segundo aproxima-se da ideia de animosidade do governo para com a ex-ministra. A revista Veja, com o título “O desafio da economia verde”, demonstra posicionamento desfavorável à Marina Silva e também a Carlos Minc. [CONCLUSÃO] A revista Isto É parece ser incoerente em suas conclusões. Apresenta diversas ideias favoráveis à Marina, e finaliza a reportagem com uma declaração de seis linhas cujo sentido se contrapõe ao que foi dito anteriormente. A revista Veja critica arduamente o governo, mas as ideias apresentadas ao longo da matéria e a conclusão da reportagem apresentam muitas afirmações sem justificativas plausíveis. Finalmente, a revista Época é a mais lógica e imparcial. Porém, deu foco muito maior à entrada do novo ministro do que à saída da ministra anterior. [AGRADECIMENTOS] Agradeço ao meu orientador, Sérsi Bardari, à Universidade de Mogi das Cruzes e a todos os profissionais de comunicação consultados para a realização desta pesquisa.

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BAIXAR / IMPRIMIR: BOCALARI, Fernando – A saída de Marina Silva do Ministério do Meio Ambiente – o que a imprensa investigou